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Quanto custa registrar marca sendo MEI: o que entra na conta

· 4 min de leitura · Por Fellipe Araujo
Calculadora, moedas e documentos financeiros sobre mesa
Resposta rápida: O custo do registro de marca para MEI tem dois componentes: as taxas oficiais do INPI (com desconto para MEI, ME e pessoa física) e, opcionalmente, honorários de um profissional especializado. Fazer sozinho pode custar mais a longo prazo se houver erros que atrasam ou inviabilizam o processo.

O que entra na conta quando você registra uma marca

Quando alguém pergunta "quanto custa registrar uma marca?", a resposta honesta é: depende de alguns fatores. Mas dá para entender a estrutura de custos com clareza — e, a partir disso, tomar uma decisão informada.

Para o MEI, há uma boa notícia logo de início: o INPI oferece taxas reduzidas para MEI, microempresa e pessoa física. Isso é uma política oficial do instituto, que reconhece que pequenos empreendedores precisam de acesso ao sistema de proteção de marcas sem barreiras proibitivas.

Os dois componentes do custo

O custo total do registro de marca tem, basicamente, dois componentes:

1. Taxas oficiais do INPI

Essas são as taxas pagas diretamente ao INPI pelos serviços de análise e registro. Elas não são negociáveis — têm tabela pública, atualizada periodicamente.

Para MEI, o valor é menor do que o cobrado de empresas de médio e grande porte. As principais taxas envolvidas em um processo padrão são:

  • Taxa de depósito do pedido (paga no momento do protocolo)
  • Taxa de concessão (paga quando o INPI decide conceder o registro)

Importante: não citamos valores exatos aqui porque as taxas do INPI são reajustadas periodicamente. Consulte a tabela atualizada diretamente no site do INPI para ter os valores vigentes.

2. Honorários profissionais (opcional)

Se você optar por contar com a ajuda de um agente de propriedade industrial ou advogado especializado, haverá um custo adicional pelos serviços prestados. Esse valor varia conforme o profissional e o escopo do trabalho.

Esse componente é opcional — você pode fazer o depósito diretamente, sem intermediário. Mas há razões práticas para considerar o suporte profissional, como veremos a seguir.

Por que fazer sozinho pode sair mais caro

O sistema do INPI é público e acessível. Qualquer pessoa pode depositar um pedido sem contratar ninguém. Mas o processo tem nuances que costumam pegar os iniciantes:

Escolha do ramo de cobertura: o INPI organiza os produtos e serviços em grupos. Escolher a cobertura errada pode resultar em um registro que não protege o que você realmente precisa — ou que é muito amplo e levanta oposição de terceiros.

Descrição dos produtos e serviços: o INPI exige uma descrição específica do que será protegido. Descrições vagas demais ou amplas demais geram exigências que precisam ser respondidas dentro de prazo — e se não forem, o pedido é arquivado.

Resposta a exigências: se o INPI fizer uma exigência (solicitação de complementação ou correção), o titular tem prazo para responder. Respostas inadequadas podem levar ao indeferimento do pedido.

Oposição de terceiros: durante um período do processo, terceiros podem se opor ao registro. Se uma oposição não for respondida adequadamente, o pedido pode ser indeferido.

Em cada um desses casos, um erro significa pagar as taxas novamente (e possivelmente honorários) para tentar de novo. O custo do DIY mal executado é maior do que o custo de fazer certo desde o início.

O custo de não registrar: o que a maioria ignora

Quando alguém avalia se registrar a marca vale o custo, geralmente compara o custo do registro com a situação atual. Mas o custo real de não registrar raramente entra na conta.

Se você perder o direito sobre o nome que construiu:

  • Custo de rebranding: novo nome, novo logotipo, novos materiais
  • Custo de reposicionamento: recomunicar para clientes, atualizar redes sociais, refazer o SEO
  • Custo de oportunidade: tempo perdido sem poder avançar nos negócios
  • Custo legal: se houver disputa, honorários advocatícios são significativamente mais altos do que os de um registro preventivo

O registro de marca é, na prática, um seguro. Como todo seguro, parece caro antes do sinistro — e barato demais depois.

Como o MEI acessa as taxas reduzidas

Para ter acesso ao desconto do INPI, basta que o titular do pedido seja MEI, ME, EPP, ou pessoa física. O desconto é aplicado automaticamente quando o tipo do titular é informado corretamente no sistema do INPI.

O mesmo desconto que você tem como MEI hoje continuará disponível quando você migrar para ME ou EPP — as categorias de pequenas empresas têm as mesmas condições.

Antes de dar o próximo passo, verifique se o nome da sua marca está disponível em hotmarcas.com.br/verificar-marca — é gratuito e é o ponto de partida certo.

Perguntas frequentes

O MEI paga menos do que uma empresa grande no INPI?
Sim. O INPI tem uma tabela de taxas reduzidas para MEI, microempresas, empresas de pequeno porte e pessoas físicas. O desconto é significativo em relação ao que empresas de médio e grande porte pagam. Isso é uma política deliberada para facilitar o acesso ao sistema de marcas para pequenos empreendedores.
Dá para fazer o registro sozinho, sem contratar ninguém?
É possível. O sistema do INPI é público e o depósito pode ser feito diretamente pelo titular. Mas erros na escolha de cobertura, na descrição dos produtos/serviços ou na resposta a exigências podem levar ao indeferimento. Nesses casos, você paga as taxas novamente para tentar de novo — e o custo total acaba sendo maior.
Se a marca for indeferida, as taxas são devolvidas?
Não. As taxas do INPI são pagas pelo serviço de análise, não pelo resultado. Se o pedido for indeferido, as taxas não são reembolsadas. Por isso, fazer o pedido com a documentação correta desde o início é importante para não desperdiçar o valor investido.
Sobre o autor

Fellipe Araujo é da equipe da HotMarcas, especializada em registro e acompanhamento de marcas no INPI há 30 anos, com procurador autorizado pelo INPI.