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Processo

Como transferir ou vender uma marca registrada

· 2 min de leitura · Por Fellipe Araujo
Aperto de mãos representando a venda de uma marca
Resposta rápida: A marca é um ativo: pode ser vendida, transferida (cessão) ou licenciada para terceiros usarem. A mudança de dono precisa ser anotada no INPI (transferência de titularidade) para ter efeito. Isso é comum em venda de empresa, troca de CNPJ ou sociedade — e é um dos motivos pelos quais a marca registrada valoriza o negócio.

Muita gente não percebe, mas a marca registrada é um patrimônio — e, como todo bem, pode ser vendida, transferida ou emprestada (licenciada). Entender isso mostra por que registrar valoriza o negócio muito além da proteção do nome.

A marca é um ativo

Uma marca concedida tem valor de mercado. Ela entra no balanço, pode ser negociada e, muitas vezes, é parte importante do preço quando um negócio é vendido. Marcas conhecidas valem, às vezes, mais do que os bens físicos da empresa.

Por isso o registro não é só "defesa": é construção de patrimônio.

Transferência (cessão): mudar o dono

A cessão é a venda ou transferência da marca para outra pessoa ou empresa. Acontece em situações comuns:

  • Venda do negócio: a marca vai junto.
  • Troca de CNPJ ou razão social: a titularidade precisa acompanhar.
  • Entrada/saída de sócios ou reorganização societária.
  • Sucessão (herança, por exemplo).

Para ter efeito, a mudança de titular deve ser anotada no INPI (transferência de titularidade). Sem essa atualização, a marca continua oficialmente no nome antigo — o que pode gerar problema na hora de renovar, vender ou defender a marca.

Licenciamento: emprestar o uso

Diferente da cessão, o licenciamento é autorizar terceiros a usar a marca sem deixar de ser o dono. É o que sustenta:

  • Franquias (o franqueado usa a marca do franqueador);
  • Parcerias e colaborações com uso de marca;
  • Linhas de produtos feitas por terceiros sob a sua marca.

O contrato de licença também pode ser anotado no INPI, dando segurança às duas partes.

Por que isso depende do registro

Repare no detalhe: só dá para vender, transferir ou licenciar uma marca que está registrada. Sem registro, não há um bem formal para negociar — você teria apenas um nome de fato, frágil e difícil de transacionar.

É mais um motivo para registrar cedo: além de proteger, você cria um ativo que pode ser negociado no futuro. Veja também vale a pena registrar uma marca.

Ainda não registrou? Comece pela verificação gratuita e descubra se o nome está livre.

Perguntas frequentes

Posso vender minha marca registrada?
Sim. A marca é um bem e pode ser cedida (vendida) a outra pessoa ou empresa. A transferência precisa ser registrada no INPI para valer perante terceiros.
Qual a diferença entre transferir e licenciar uma marca?
Transferir (cessão) é mudar o dono da marca. Licenciar é autorizar outra pessoa a usá-la, sem deixar de ser o titular — comum em franquias e parcerias. Ambos podem ser anotados no INPI.
Mudei o CNPJ da empresa. Preciso transferir a marca?
Sim. Se a titularidade mudou (novo CNPJ, nova razão social, sucessão), é preciso atualizar isso no INPI para manter a marca regular em nome do titular correto.
Sobre o autor

Fellipe Araujo é da equipe da HotMarcas, especializada em registro e acompanhamento de marcas no INPI há 30 anos, com procurador autorizado pelo INPI.