Para quem é
Verificar marca grátis → Falar pelo WhatsApp
Para o seu negócio

Registro de marca para MEI: vale a pena e como funciona

· 4 min de leitura · Por Fellipe Araujo
Pequeno comércio de um microempreendedor (MEI)
Resposta rápida: Sim, vale a pena o MEI registrar a marca — e sai mais barato. Como microempreendedor, você tem direito à taxa reduzida do INPI, em geral, em torno de 40% do valor integral. Registrar protege o nome do seu negócio contra cópia e contra alguém depositar antes de você, ajudando a manter seguro todo o esforço de divulgação mesmo se você crescer e mudar de regime depois.

Todo mês, milhares de pessoas abrem um MEI e começam a divulgar o nome do negócio em redes sociais, fachada e embalagens. Quase ninguém para para pensar numa pergunta importante: esse nome é mesmo meu? Sem registro de marca, a resposta é não. E é aí que mora o risco.

Este guia mostra por que o registro de marca faz sentido especialmente para o MEI, quanto custa e como funciona.

MEI pode registrar marca? Sim — e com desconto

Existe uma confusão comum entre dois registros diferentes:

  • O registro do MEI (na Junta Comercial / Receita) te dá um CNPJ e o direito de operar.
  • O registro da marca (no INPI) te dá o direito exclusivo sobre o nome do seu negócio.

Ter CNPJ de MEI não protege o seu nome contra concorrentes. Quem protege o nome é o registro da marca. E a boa notícia: o MEI tem direito à taxa reduzida do INPI, junto com pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte. Na prática, você paga uma taxa bem menor — em geral, em torno de 40% do valor integral.

Percentuais aproximados: o INPI define e reajusta as taxas periodicamente. Confirme os valores vigentes na hora do pedido.

Ou seja: o MEI é justamente o perfil que registra marca mais barato.

Por que vale a pena (mesmo sendo pequeno)

"Meu negócio ainda é pequeno, faço isso depois" é a frase que mais custa caro nessa história. Veja por quê:

  • A proteção é de quem pede primeiro. Se um concorrente registrar o seu nome antes de você, ele pode te obrigar a parar de usá-lo — mesmo que você tenha começado primeiro.
  • Você já está investindo no nome. Cada post, cada cartão, cada cliente que te indica fortalece a marca. Sem registro, esse valor todo está sobre terreno emprestado.
  • Marcas pequenas viram grandes. O melhor momento para proteger é quando ninguém ainda está de olho no seu nome — ou seja, agora.
  • Abre portas. Para vender em marketplaces, fechar parcerias ou entrar em redes maiores, ter a marca registrada é, muitas vezes, requisito.

Pense no registro como um seguro barato contra um prejuízo caro: ter que rebatizar o negócio depois de anos construindo reputação naquele nome.

Como funciona, na prática

O caminho é o mesmo de qualquer registro, com a vantagem do desconto:

  1. Pesquisa: confirmar se o nome está livre no seu ramo — incluindo nomes parecidos, não só idênticos.
  2. Categorias: definir as categorias de produtos e serviços que cobrem o que você vende hoje e o que pretende vender.
  3. Documentos: como MEI, você usa o CNPJ para garantir a taxa reduzida.
  4. Pedido e taxa: protocola no INPI e paga a taxa de depósito (com desconto). Sua prioridade sobre o nome começa aqui.
  5. Acompanhamento: monitorar o processo até a concessão, respondendo a eventuais exigências.

Quer ver o passo a passo completo de cada fase? Leia o guia como registrar uma marca no INPI.

E se eu crescer e deixar de ser MEI?

Essa é uma dúvida ótima — e a resposta tranquiliza: a marca continua sua. O registro pertence ao titular, não ao regime tributário. Se o seu negócio crescer e virar microempresa ou empresa de pequeno porte, a marca segue protegida sem precisar refazer nada.

Ou seja, registrar como MEI é aproveitar o desconto agora para assegurar a proteção, que continua valendo mesmo depois de você crescer. É a melhor janela possível.

Quanto custa para o MEI

O custo soma as taxas do INPI (reduzidas, no caso do MEI) e os honorários de quem faz a pesquisa, monta o pedido e acompanha o processo. Para entender cada parte da conta em detalhe, veja quanto custa registrar uma marca.

Nos planos da HotMarcas, as taxas do INPI já estão incluídas e o pagamento pode ser parcelado em até 12 vezes — pensado para caber no orçamento de quem está começando. Veja os planos →

O resumo para o MEI

  • Pode registrar? Sim, e com taxa reduzida (em geral, em torno de 40% do valor integral).
  • Vale a pena? Sim — proteger cedo é mais barato e evita perder o nome para um concorrente.
  • Perco se crescer? Não. A marca continua sua mesmo fora do MEI.
  • Por onde começo? Pela pesquisa, que mostra se o nome está livre antes de gastar.

Seu negócio merece um nome que seja realmente seu. Faça a verificação gratuita da sua marca e descubra, sem compromisso, se o nome do seu MEI está disponível para registro.

Perguntas frequentes

MEI pode registrar marca?
Sim. O MEI pode registrar marca no INPI usando o CNPJ e ainda tem direito à taxa reduzida. Pessoa física também pode registrar, mas registrar pelo CNPJ do MEI dá o desconto.
Quanto o MEI economiza na taxa do INPI?
MEI, microempresa e pessoa física têm direito à taxa reduzida, em geral, fica em torno de 40% do valor integral. Os valores são definidos pelo INPI e reajustados periodicamente.
Se eu deixar de ser MEI, perco o registro da marca?
Não. A marca continua sua. O registro acompanha o titular, então mesmo que você cresça e vire microempresa ou empresa de pequeno porte, a marca permanece protegida normalmente.
Preciso registrar a marca logo que abro o MEI?
Quanto antes, melhor. A proteção vale para quem pede primeiro. Registrar cedo evita que um concorrente registre o seu nome e te obrigue a recomeçar depois de já ter investido em divulgação.
Sobre o autor

Fellipe Araujo é da equipe da HotMarcas, especializada em registro e acompanhamento de marcas no INPI há 30 anos, com procurador autorizado pelo INPI.